
O significado da palavra trote pode ser encontrado em qualquer dicionário, mas os prejuízos provocados por essa infeliz brincadeira não podem ser mensurados assim tão facilmente. Na vida real, um trote pode significar uma vida, nesse caso, a perda de uma vida. Mas nem todos veem essa antiga prática dessa maneira e até se divertem com as peças pregadas. Os alvos, geralmente, são os telefones emergenciais, como Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e outros.
Os serviços de atendimento emergencial funcionam basicamente da mesma maneira. Uma pessoa recebe as ligações, recolhe os dados daquela ocorrência e os repassa para um operador de rádio. Esse outro tem a função de passar a localização do atendimento para os carros na rua, que se deslocam para prestar o atendimento. Dependendo da necessidade daquela situação em questão, um ou mais carros são enviados para o local da ocorrência. Na maioria dos casos, esse deslocamento desnecessário, se tratando de um trote, pode acarretar prejuízos irreparáveis, que podem chegar ao óbito.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) é uma das principais vítimas dos "brincalhões". De acordo com Benedito Viana de Lira, coordenador-geral de enfermagem do Samu na cidade, um trote pode significar a morte de alguém que estivesse precisando de atendimento médico emergencial na hora daquela ligação. "A gente acaba deslocando uma ambulância por causa de um trote e deixa de atender uma pessoa que realmente está precisando", reclamou Viana, explicando que a cidade conta duas ambulâncias de suporte básico e uma avançada - mais completa que as outras.
Os carros são colocados em pontos diferentes nas zonas leste e oeste da cidade. De acordo com o local da ocorrência, a ambulância é enviada. Caso seja um trote e, naquele mesmo momento, outra pessoa daquela mesma região esteja realmente precisando de atendimento, poderá ficar sem o serviço. "Quando a gente desloca (a ambulância) para um trote o prejuízo é muito grande... Tivemos recentemente um trote para a Maisa e tivemos que disponibilizar o carro... Até que ele chegasse lá e descobrisse que é um trote, perdemos muito tempo", explicou, mostrando um exemplo prático dos danos.
Essa mesma situação se repete com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, que também sofrem bastante com as ligações falsas. Segundo o tenente-coronel Túlio César, comandante do Segundo Batalhão de Polícia Militar de Mossoró, um trote pode ocupar várias viaturas policiais, desprotegendo outras regiões da cidade. "Dependendo do grau de importância da ocorrência, seja ela falsa ou não, nós enviamos um número de policiais, deixando até mesmo de atender quem realmente estaria precisando. A seleção é feita a partir da necessidade. A ligação mais grave é logo atendida", disse.
FONTE: JORNAL DE FATO, MOSSORÓ-RN, 29/05/2011
Os serviços de atendimento emergencial funcionam basicamente da mesma maneira. Uma pessoa recebe as ligações, recolhe os dados daquela ocorrência e os repassa para um operador de rádio. Esse outro tem a função de passar a localização do atendimento para os carros na rua, que se deslocam para prestar o atendimento. Dependendo da necessidade daquela situação em questão, um ou mais carros são enviados para o local da ocorrência. Na maioria dos casos, esse deslocamento desnecessário, se tratando de um trote, pode acarretar prejuízos irreparáveis, que podem chegar ao óbito.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) é uma das principais vítimas dos "brincalhões". De acordo com Benedito Viana de Lira, coordenador-geral de enfermagem do Samu na cidade, um trote pode significar a morte de alguém que estivesse precisando de atendimento médico emergencial na hora daquela ligação. "A gente acaba deslocando uma ambulância por causa de um trote e deixa de atender uma pessoa que realmente está precisando", reclamou Viana, explicando que a cidade conta duas ambulâncias de suporte básico e uma avançada - mais completa que as outras.
Os carros são colocados em pontos diferentes nas zonas leste e oeste da cidade. De acordo com o local da ocorrência, a ambulância é enviada. Caso seja um trote e, naquele mesmo momento, outra pessoa daquela mesma região esteja realmente precisando de atendimento, poderá ficar sem o serviço. "Quando a gente desloca (a ambulância) para um trote o prejuízo é muito grande... Tivemos recentemente um trote para a Maisa e tivemos que disponibilizar o carro... Até que ele chegasse lá e descobrisse que é um trote, perdemos muito tempo", explicou, mostrando um exemplo prático dos danos.
Essa mesma situação se repete com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, que também sofrem bastante com as ligações falsas. Segundo o tenente-coronel Túlio César, comandante do Segundo Batalhão de Polícia Militar de Mossoró, um trote pode ocupar várias viaturas policiais, desprotegendo outras regiões da cidade. "Dependendo do grau de importância da ocorrência, seja ela falsa ou não, nós enviamos um número de policiais, deixando até mesmo de atender quem realmente estaria precisando. A seleção é feita a partir da necessidade. A ligação mais grave é logo atendida", disse.
FONTE: JORNAL DE FATO, MOSSORÓ-RN, 29/05/2011